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Alma velha...Alma nova...

  Idade é apenas um número. Velhice é apenas uma condição. Velhice também é viver, um viver diferente, um viver de quem já viveu uma vida, de quem sentiu, explorou, criou, imaginou, realizou.  Com um espírito, uma alma completa, cheia, cheia de tudo o que pode haver, tanto para o bem como para o mal. Um tempo de repouso, de descanso, de sossego, de paz, uma paz não só física mas também espiritual. Mas não é preciso acumular anos para se chegar a condição de “Velhice”.
   Há tanto jovem “velho”, velho não de idade, não de corpo mas sim de espírito. Alma carregada mas ao mesmo tempo vazia, suja. Suja pelos sentimentos negros, sentimentos que consomem e corroem. A dor, o sofrimento, a desilusão. Ah! Como eles adoram uma alma jovem, uma alma em que se podem impor e destruir, destruir tudo de bom que há em alguém, a esperança, a juventude. A cor dá lugar ao negro, a música ao silêncio, a felicidade à tristeza e assim se instala uma alma velha, gasta, num corpo são e jovem.   

  Velhos são os trapos. Sorte a de quem chega a velho feliz, realizado, com uma alma nova e renovada a cada aniversário celebrado. Nada é eterno aproveitemos a vida, vivamos e combatamos os sentimentos que nos escurecem o espírito, vamos dar cor à nossa vida e às de quem são importantes para nós e sejamos felizes de forma a chegar a “velhos” com uma vida cheia de momentos experienciados ao máximo.
~Rho

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Se estiveres ocupado quando o amor te bater à porta, não abras. Devia ser esta a primeira lei de todo o ser humano, não praticar amor em part-time.  Eu, infelizmente, aprendi a lição à pouco tempo, e foi contigo. Lutei pelo o que parecia aparentemente perdido, tão perdido que quase inexistente. Tentei despertar algo em nós que talvez nunca existira, ou, para ti, existiu apenas enquanto tiveste tempo. Abriste-me a porta quando estavas ocupado, apostas-te num amor que, sem eu saber, não passava de um passatempo que agora para ti perdeu, ou toda a piada, ou a prioridade perante todos os outros passatempos que tens.  O que me descansa é que sei que eu senti alguma coisa, eu amei. E tu? Não sei, mas vais sentir falta disso, porque ser amado de verdade é raro, irás ter a certeza, e só aí é que vais aprender a lição. Ainda virás bater-me à porta, atirar com pedras à janela e eu não vou abrir. Provavelmente, já nem irei lá estar. ~Phi

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Hoje o presente sou eu. Eu e a minha frieza, eu e os meus problemas, eu e a minha solidão. Sou um presente envenenado, corroído por dentro, e num quarto vazio tal como eu. Ofereço-me a ti se me aceitares. Compreendo que digas que não, nunca foste a minha primeira, segunda nem sequer terceira opção, mas és a que me resta. Tentei entregar-me a quem se parecia comigo, a quem eu tinha acesso, mas somos todos como retas paralelas.. temos muito em comum mas nunca nos poderemos cruzar. Enfim, hoje recebe-me na tua casa, aceita-me como teu presente. Sei que não sou digno de ti, Morte, mas hoje peço-te, aceita-me como teu presente. ~Phi & Rho