Idade é apenas um número. Velhice
é apenas uma condição. Velhice também é viver, um viver diferente, um viver de
quem já viveu uma vida, de quem sentiu, explorou, criou, imaginou,
realizou. Com um espírito, uma alma
completa, cheia, cheia de tudo o que pode haver, tanto para o bem como para o
mal. Um tempo de repouso, de descanso, de sossego, de paz, uma paz não só
física mas também espiritual. Mas não é preciso acumular anos para se chegar a
condição de “Velhice”.
Há
tanto jovem “velho”, velho não de idade, não de corpo mas sim de espírito. Alma
carregada mas ao mesmo tempo vazia, suja. Suja pelos sentimentos negros,
sentimentos que consomem e corroem. A dor, o sofrimento, a desilusão. Ah! Como
eles adoram uma alma jovem, uma alma em que se podem impor e destruir, destruir
tudo de bom que há em alguém, a esperança, a juventude. A cor dá lugar ao
negro, a música ao silêncio, a felicidade à tristeza e assim se instala uma
alma velha, gasta, num corpo são e jovem.
Velhos
são os trapos. Sorte a de quem chega a velho feliz, realizado, com uma alma
nova e renovada a cada aniversário celebrado. Nada é eterno aproveitemos a
vida, vivamos e combatamos os sentimentos que nos escurecem o espírito, vamos
dar cor à nossa vida e às de quem são importantes para nós e sejamos felizes de
forma a chegar a “velhos” com uma vida cheia de momentos experienciados ao
máximo.
~Rho
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