Avançar para o conteúdo principal

O Amor...

  Porque é que amar é tão complicado? Talvez o problema não esteja no amor mas sim nos amantes. Os humanos estragaram o amor.
               O Ser Humano tem medo de se entregar, sentir, apaixonar-se, e porquê? Talvez pela intensidade arrebatadora que está por trás do Amor, talvez pelo envolvimento que ele implica pois ninguém ama sozinho, não há egoístas no amor.
                É a simplicidade e a complexidade que fazem do Amor o sentimento dos sentimentos, e é a incapacidade da maioria dos Homens que faz com estes não o sintam na sua plenitude, colocando assim as culpas no fracasso que foi o seu “amor” no sentimento em si. Mas isso já é intrínseco ao Ser Humano, quando erra nunca é por sua causa.
                 Desculpa, Amor, por não sabermos usufruir de toda a tua plenitude, sei quão belo és mas infelizmente, os humanos são “sentimentalmente cegos”, incapazes de ver todo o teu esplendor. Somos pobres a amar.

~Rho

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Só se ama a tempo inteiro

Se estiveres ocupado quando o amor te bater à porta, não abras. Devia ser esta a primeira lei de todo o ser humano, não praticar amor em part-time.  Eu, infelizmente, aprendi a lição à pouco tempo, e foi contigo. Lutei pelo o que parecia aparentemente perdido, tão perdido que quase inexistente. Tentei despertar algo em nós que talvez nunca existira, ou, para ti, existiu apenas enquanto tiveste tempo. Abriste-me a porta quando estavas ocupado, apostas-te num amor que, sem eu saber, não passava de um passatempo que agora para ti perdeu, ou toda a piada, ou a prioridade perante todos os outros passatempos que tens.  O que me descansa é que sei que eu senti alguma coisa, eu amei. E tu? Não sei, mas vais sentir falta disso, porque ser amado de verdade é raro, irás ter a certeza, e só aí é que vais aprender a lição. Ainda virás bater-me à porta, atirar com pedras à janela e eu não vou abrir. Provavelmente, já nem irei lá estar. ~Phi

A pobreza resume-se a ti

És pobre. Não materialmente, mas espiritualmente. Tenho vergonha, não por não usares roupas de marca, mas por não me marcares a alma. És pobre, não por teres pouco para me dar, mas por não me dares tudo. Estarei a ser egoísta? Talvez, mas é só assim que sei amar. E tu? Ai, sabes-me a pouco. És pobre e por isso tornei-me pobre também. Não só não tinhas como ainda me roubaste. Esgotaste-me os sentimentos, levaste-me a alma e emprestaste-me as dívidas. Até um ponto tentei sempre pagá-las por ti. Pedi muitas vezes desculpa por não demonstrar um amor que não correspondias e dei-te o que pude sempre que pude. Dei-te tudo. Agora sou pobre, mas só para ti. Guardei o que tenho para quem lute por manter o que tenho, no mínimo. Agora dou, mas com intenção de receber em troca. Se também sou interesseira? Claro que sim. É de interesses que a vida é feita, e tu já não és um deles. ~Phi
Hoje o presente sou eu. Eu e a minha frieza, eu e os meus problemas, eu e a minha solidão. Sou um presente envenenado, corroído por dentro, e num quarto vazio tal como eu. Ofereço-me a ti se me aceitares. Compreendo que digas que não, nunca foste a minha primeira, segunda nem sequer terceira opção, mas és a que me resta. Tentei entregar-me a quem se parecia comigo, a quem eu tinha acesso, mas somos todos como retas paralelas.. temos muito em comum mas nunca nos poderemos cruzar. Enfim, hoje recebe-me na tua casa, aceita-me como teu presente. Sei que não sou digno de ti, Morte, mas hoje peço-te, aceita-me como teu presente. ~Phi & Rho