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Estava cego...

Quando voltas para mim? Disseste que era só “um tempo”, que precisavas de um pouco de espaço, e eu dei-te. Nós fazemos de tudo para agradar os que mais amamos, não é verdade?
Ai como fui parvo ao acreditar em ti. Tantos foram os sinais, mas eu não quis ver, estava cego por ti. A tua beleza foi a minha perdição, deixei-me guiar pelas aparências, não vi quem realmente eras, ninguém é perfeito mas as tuas imperfeições são exageradas.
Apesar de tudo a culpa é minha, mas já estou habituado. Para ti fui só mais um, mais um que usaste e deitaste fora como já havias feito com tantos outros e como continuarás a fazer, é essa a tua essência.

Não vou ficar sentado à tua espera, já me fizeste perder muito tempo. “A renúncia é a libertação. Não querer é poder”.
~Rho 

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Se estiveres ocupado quando o amor te bater à porta, não abras. Devia ser esta a primeira lei de todo o ser humano, não praticar amor em part-time.  Eu, infelizmente, aprendi a lição à pouco tempo, e foi contigo. Lutei pelo o que parecia aparentemente perdido, tão perdido que quase inexistente. Tentei despertar algo em nós que talvez nunca existira, ou, para ti, existiu apenas enquanto tiveste tempo. Abriste-me a porta quando estavas ocupado, apostas-te num amor que, sem eu saber, não passava de um passatempo que agora para ti perdeu, ou toda a piada, ou a prioridade perante todos os outros passatempos que tens.  O que me descansa é que sei que eu senti alguma coisa, eu amei. E tu? Não sei, mas vais sentir falta disso, porque ser amado de verdade é raro, irás ter a certeza, e só aí é que vais aprender a lição. Ainda virás bater-me à porta, atirar com pedras à janela e eu não vou abrir. Provavelmente, já nem irei lá estar. ~Phi

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