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Não me deixes ir

Tens-me, e é essa a principal razão de me estares a perder.
Aos poucos e poucos deixas-me escapar por entre a tua errada certeza de que vou ficar para sempre, independentemente de tudo.
Portugal já teve metade do mundo e agora não passa de um pequeno canto à beira mar, isto é, de nada serve conquistar se não for para defender o que se conquista. E como? Conquistando, todos os dias. A melhor defesa é o ataque, mas tu não achas assim. Conquistaste-me por inteiro e ficaste por aí. Não sei se será pior para mim, que me vi desprezada por quem fez tanto para me ter, ou se para ti, que só vais sair dessa ilusão quando nenhuma palavra tua me possa voltar a convencer. Amaste-me até te sentires seguro de nós e depois descaíste-te. Deste tudo por garantido.
O importante não é o destino, mas sim a viagem, e foi isso que fizeste comigo. Deste valor à descoberta, à sedução, ao desafio, tudo o que aconteceu entre conheceres-me e teres-me, e depois acabou. Não houve mais dedicação, porque já me tinhas.Tudo o que queres, é tudo o que não tens. Mas tudo o que tens, é tudo o que vais querer, quando, um dia, tudo perderes. Se queres manter a água nas tuas mãos tens de continuar a enchê-las. Tudo o que o ser humano segura, apenas por si, acaba por lhe escapar, devido à sua essência imperfeita. As tuas mãos não são excessão, e gota a gota estás a deixar-me ir.

~Phi

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