Não estou a
saber existir. Nem tenho uma razão de viver. Falta-me vida, falta-me brilho e
cor, falta-me o teu amor, essa chama que em tempos vi nos teus olhos. O sabor
dos teus lábios era a razão do meu viver. Vivia para ti e por ti, mas tu
deixaste-me. Porquê? Sabias que eu não era capaz de aguentar este mundo cheio de
ódios e desamores, um mundo repugnante e que eu odeio. De tudo que existia
neste planeta só tu eras a razão do meu ser, a minha essência
Maldita sejas!
Tinhas de partir? Não podias simplesmente avisar que ias? Sim eu percebo-te,
fugir é mais fácil. Se eu pudesse, fugia, partia de vez e sem olhar para trás.
Tu tinhas me a mim, não era suficiente? Para quê tentares novos amores se
estavas comigo? Eu dei-te tudo, dei-te a minha alma e nem isso foi capaz de te
prender. Talvez assim tenha sido melhor. Tu não me merecias, eu não era a razão
do teu viver da forma que tu eras para mim. Eu amava-te, morria por ti, matava
a minha alma se tivesse de ser. Agora ela está morta, não vive. Tu mataste-a. Já
não tenho razão de viver, agora simplesmente respiro, não vivo. Morri por ti.
Tiraste-me a razão. Agora que te foste não voltes. Já não há razão para viver
pois mesmo se a “razão” voltasse, vida já não seria possível encontrar em mim.
Só espero que
tenhas aproveitado o melhor dos nossos momentos. Foste a besta que me tirou a
vida, essência onde ela não se esgota. Acabaste-me com o espírito, agora sou só
mais um corpo morto que vagueia por este mundo sem sentido.
~Rho
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